... e conforme vou vivendo, vou aprendendo... que pra ser ter algumas coisas
é preciso abrir mão de outras. Só preciso mesmo saber bem o que eu quero(essa é
a parte mais difícil)...
Quem sou eu? Eula, prazer! Vivo em Faro, Portugal, sou apaixonada pela vida e por tudo que ela contém. Casada, mãe de um menino lindo e especial, professora que não exerce, mas que ama o ensino em si. Um pouco de mim, que escrevo aqui, junto com tudo o mais que interessa-me!
25/01/12
03/01/12
While Your Lips Are Still Red [HD - Lyrics]
...First day of love never comes back
A passionate hour is never a wasted one
The violin, the poet's hand
Every thawing heart plays your theme with care...
Nightwish
30/11/11
25/11/11
Pensamento do dia
"Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
Maria de Queiroz
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
Maria de Queiroz
28/10/11
13/07/11
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
Álvaro de Campos
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
Álvaro de Campos
24/06/11
Amor pra recomeçar
Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...
Frejat
19/06/11
These are the days
These are the days that I've been missing
Give me the taste give me the joy of summer wine
These are the days that bring new meaning
I feel the stillness of the sun and I feel fine
Sometimes when the nights are closing early
I remember you and I start to smile
Even though now you don't want to know me
I get on by, and I go the extra mile
These are the times of love and meaning
Ice of the heart has melted away and found the light
These are the days of endless dreaming
Troubles of life are floating away like a bird in flight
These are the days
These are the days
These are the days
I thought you said our love will last forever
Living that tears wouldn't for good
I told you that we will get through any weather
Maybe that didn't work out
But we did the best we could
These are the days that I've been missing
Give me the taste give me the joy of summer wine
These are the days that bring new meaning
I feel the stillness of the sun and I feel fine
Jamie Cullum
16/06/11
“There comes a time when you have to stand up and shout:
This is me damn it! I look the way I look, think the way I think, feel the way I feel, love the way I love! I am a whole complex package. Take me... or leave me. Accept me - or walk away! Do not try to make me feel like less of a person, just because I don't fit your idea of who I should be and don't try to change me to fit your mold. If I need to change, I alone will make that decision.
When you are strong enough to love yourself 100%, good and bad - you will be amazed at the opportunities that life presents you.”
This is me damn it! I look the way I look, think the way I think, feel the way I feel, love the way I love! I am a whole complex package. Take me... or leave me. Accept me - or walk away! Do not try to make me feel like less of a person, just because I don't fit your idea of who I should be and don't try to change me to fit your mold. If I need to change, I alone will make that decision.
When you are strong enough to love yourself 100%, good and bad - you will be amazed at the opportunities that life presents you.”
25/05/11
Nada a dizer antes de sentir
Ter ou não ter
Repetir...
Olhar assim
Como quem não quer,
Ouvir um sim
E querer demais,
Dividir pra valer
Chegar bem fundo
E ser natural,
Ser sensual
Mais do que normal
Refletir você
Nada a dizer antes de provar
Todo prazer
Recordar...
Chegar ao fim
E ir um pouco mais
Correr atrás,
Já que tanto faz
Ser ou não pra valer
Chegar bem fundo
E ser natural,
Ser sensual
Mais do que normal
Refletir você...
Sensual, Roupa Nova
Ter ou não ter
Repetir...
Olhar assim
Como quem não quer,
Ouvir um sim
E querer demais,
Dividir pra valer
Chegar bem fundo
E ser natural,
Ser sensual
Mais do que normal
Refletir você
Nada a dizer antes de provar
Todo prazer
Recordar...
Chegar ao fim
E ir um pouco mais
Correr atrás,
Já que tanto faz
Ser ou não pra valer
Chegar bem fundo
E ser natural,
Ser sensual
Mais do que normal
Refletir você...
Sensual, Roupa Nova
30/03/11
Medos
Medo do amor
quando tudo é fome.
...E onde tudo é tão pouco,
medo de a carícia despertar insuspeitos infernos.
Medo de sermos
só eu e tu
a humanidade.
E morrermos
de tanta eternidade
Mia Couto, in Tradutor de Chuvas
quando tudo é fome.
...E onde tudo é tão pouco,
medo de a carícia despertar insuspeitos infernos.
Medo de sermos
só eu e tu
a humanidade.
E morrermos
de tanta eternidade
Mia Couto, in Tradutor de Chuvas
23/02/11
08/02/11
14/01/11
12/01/11
28/11/10
Se tu viesses ver-me...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
23/11/10
Dinamene
Camões outra vez. Um dos meus sonetos preferidos.
Quando de minhas mágoas a comprida
Maginação os olhos me adormece,
Em sonhos aquela alma me aparece,
Que para mi foi sonho nesta vida.
Lá numa soidade, onde estendida
A vista por o campo desfalece,
Corro após ela; e ela então parece
Que mais de mi se alonga, compelida-
Brado: − Não me fujais, sombra benina. −
Ela (os olhos em mi c'um brando pejo,
Como quem diz que já não pode ser)
Torna a fugir-me; torno a bradar: − Dina...
E antes que diga mene, acordo, e vejo
Que nem um breve engano posso ter.
Quando de minhas mágoas a comprida
Maginação os olhos me adormece,
Em sonhos aquela alma me aparece,
Que para mi foi sonho nesta vida.
Lá numa soidade, onde estendida
A vista por o campo desfalece,
Corro após ela; e ela então parece
Que mais de mi se alonga, compelida-
Brado: − Não me fujais, sombra benina. −
Ela (os olhos em mi c'um brando pejo,
Como quem diz que já não pode ser)
Torna a fugir-me; torno a bradar: − Dina...
E antes que diga mene, acordo, e vejo
Que nem um breve engano posso ter.
22/11/10
Alma minha gentil que te partiste
Essa tarde foi um bocado tranquila no trabalho.
Lembrei-me desse poema de Camões, e não me saiu da cabeça a tarde toda.
Quero partilhar aqui... Camões teve uma vida muito difícil, teve dois grandes amores, impossíveis. Esse poema ele escreveu para uma das mulheres que ele amou e que morreu, se bem lembro da história, num naufrágio.
É interessante ver que ele viveu e morreu na miséria e sem reconhecimento, e hoje é o maior nome da literatura portuguesa.
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alg~ua cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Lembrei-me desse poema de Camões, e não me saiu da cabeça a tarde toda.
Quero partilhar aqui... Camões teve uma vida muito difícil, teve dois grandes amores, impossíveis. Esse poema ele escreveu para uma das mulheres que ele amou e que morreu, se bem lembro da história, num naufrágio.
É interessante ver que ele viveu e morreu na miséria e sem reconhecimento, e hoje é o maior nome da literatura portuguesa.
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alg~ua cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
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