Uma breve uma longa, uma longa uma breve
Uma longa duas breves
Duas longas
Duas breves entre duas longas
E tudo mais é sentimento ou fingimento
Levado pelo pé, abridor de aventura,
Conforme a cor da vida no papel.
Deu saudade das aulas do prof. Dr. Apolo, na universidade. Mas a primeira vez que ele falou em Drummond, foi logo com a Arte Poética. Deu até uma coisinha ruim...
Como assim, uma breve uma longa, uma longa uma breve....??? Isso é arte? poesia?
É.... Quando ele começou a expor o significado e fazer a análise do rítmo métrico-melódico do poema.... Pronto... Já fiquei a saber como era... E depois passamos ao jambo, dáctilo, espondeu, troqueu. Certo, é um bocado complicado. Mas na altura soube bem aprender isso. E agora, deu saudade...
Quem sou eu? Eula, prazer! Vivo em Faro, Portugal, sou apaixonada pela vida e por tudo que ela contém. Casada, mãe de um menino lindo e especial, professora que não exerce, mas que ama o ensino em si. Um pouco de mim, que escrevo aqui, junto com tudo o mais que interessa-me!
30/01/09
18/01/09
Sobre cativar.....
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa.
Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.
E eu não tenho necessidade de ti.
E tu não tens necessidade de mim.
Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música.
E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry
13/01/09
Admirável mundo adulto!
Andava a pensar inscrever-me para um concurso público, mas ja nem valia a pena.
O limite de idade para entrar na profissão é de 25 anos. Eu, que já vou nos 27, fiquei aterrada!
Como assim? O tempo passou e nem dei por isso... Sinto-me com a mesma energia dos 20 anos, com mais maturidade, mas já nã posso ter o mundo aos pés..... Logo agora que estou a começar a viver, com mais percepção de certas coisas... Só porque já passei a barreira dos 25!
Admirável mundo adulto....
Já agora, venham lá os 30!!!
lol
O limite de idade para entrar na profissão é de 25 anos. Eu, que já vou nos 27, fiquei aterrada!
Como assim? O tempo passou e nem dei por isso... Sinto-me com a mesma energia dos 20 anos, com mais maturidade, mas já nã posso ter o mundo aos pés..... Logo agora que estou a começar a viver, com mais percepção de certas coisas... Só porque já passei a barreira dos 25!
Admirável mundo adulto....
Já agora, venham lá os 30!!!
lol
20/10/08
02/07/08
Uma palavra de carinho pode dizer tantas coisas...
"Tenho saudades"
ou então
"Sempre me lembro de você"
Pode também querer dizer
"Você é muito especial",
ou,
melhor do que tudo,
"Eu amo você".
Uma lembrança pode muita coisa...
amenizar uma dor,
acalmar um receio,
alegrar a gente,
afastar a tristeza,
mas acima de tudo,
nos mantem unidos no mais íntimo do coração!
- Para todas as pessoas que eu amo! -
"Tenho saudades"
ou então
"Sempre me lembro de você"
Pode também querer dizer
"Você é muito especial",
ou,
melhor do que tudo,
"Eu amo você".
Uma lembrança pode muita coisa...
amenizar uma dor,
acalmar um receio,
alegrar a gente,
afastar a tristeza,
mas acima de tudo,
nos mantem unidos no mais íntimo do coração!
- Para todas as pessoas que eu amo! -
25/06/08
Já está quase, é depois de amanhã.....
O que eu aprendi no ano que passou?
Ah.....
Aprendi, principalmente, que a vida é curta sim,
mas eu não tenho pressa. Vou vivendo cada dia bem
devagar, saboreando cada momento, bom ou mau,
porque é assim, desses momentos todos, que se faz
a vida.
Se eu tivesse pressa, passava por muita coisa e muita
gente e não vivia como deve ser.
É como diz a música: "Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais"....
É isso aí...
O que eu aprendi no ano que passou?
Ah.....
Aprendi, principalmente, que a vida é curta sim,
mas eu não tenho pressa. Vou vivendo cada dia bem
devagar, saboreando cada momento, bom ou mau,
porque é assim, desses momentos todos, que se faz
a vida.
Se eu tivesse pressa, passava por muita coisa e muita
gente e não vivia como deve ser.
É como diz a música: "Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais"....
É isso aí...
22/05/08
o que eu ouvi hoje....
..... sobre uma procissão que passava na rua:
- cambada de sonsos, fazem mal aos outros o ano todo
e depois vão à procissão...
.... Dizem que Deus não asas à cobra,
mas tem muita cobra a voar por aí.
Pois é, hoje foi feriado, mas eu trabalhei,
e essas foram apenas duas das pérolas que eu ouvi!
- cambada de sonsos, fazem mal aos outros o ano todo
e depois vão à procissão...
.... Dizem que Deus não asas à cobra,
mas tem muita cobra a voar por aí.
Pois é, hoje foi feriado, mas eu trabalhei,
e essas foram apenas duas das pérolas que eu ouvi!
20/05/08
a angústia de hoje...
Quem percebe a angústia,
a vontade e ser e fazer,
sem sair do lugar?
Uma inquietação que não tem fim,
às vezes até lágrimas traz.
Quem percebe o que significa estar aqui
e querer estar em outro lugar...
Que lugar? Não se sabe.
Não se sabe porque o que ficou pra trás
agora é diferente. Na verdade não se tem
pra onde voltar.
Sabe-se apenas que se queria tudo diferente.
Queria-se tudo igual, mas de outra forma,
não da forma que está, mas de outra.
Como é que se entende? Não se entende.
Quem sabe?
a vontade e ser e fazer,
sem sair do lugar?
Uma inquietação que não tem fim,
às vezes até lágrimas traz.
Quem percebe o que significa estar aqui
e querer estar em outro lugar...
Que lugar? Não se sabe.
Não se sabe porque o que ficou pra trás
agora é diferente. Na verdade não se tem
pra onde voltar.
Sabe-se apenas que se queria tudo diferente.
Queria-se tudo igual, mas de outra forma,
não da forma que está, mas de outra.
Como é que se entende? Não se entende.
Quem sabe?
18/05/08
03/05/08
17/04/08
No fundo, parece que estaremos sempre a partilhar a distância.
Sim, acho que vai haver sempre a distância para partilhar.
Essa distância que se intromete em tudo e deixa as coisas, as pessoas, os sentimentos, com gosto de alguma coisa indefinida, como se faltasse mesmo algo.
Como se nada, nunca fosse suficiente para amenizar a vida...
Sim, acho que vai haver sempre a distância para partilhar.
Essa distância que se intromete em tudo e deixa as coisas, as pessoas, os sentimentos, com gosto de alguma coisa indefinida, como se faltasse mesmo algo.
Como se nada, nunca fosse suficiente para amenizar a vida...
17/02/08
Minha Terra
Quanto é grato em terra estranha
Sob um céu menos querido,
Entre feições estrangeiras,
Ver um rosto conhecido;
Ouvir a pátria linguagem
Do berço balbuciada,
Recordar sabidos casos
Saudosos — da terra amada!
E em tristes serões d'inverno,
Tendo a face contra o lar,
Lembrar o sol que já vimos,
E o nosso ameno luar!
Certo é grato; mais sentido
Se nos bate o coração,
Que para a pátria nos voa,
P'ra onde os nossos estão!
Depois de girar no mundo
Como barco em crespo mar,
Amiga praia nos chama
Lá no horizonte a brilhar.
E vendo os vales e os montes
E a pátria que Deus nos deu,
Possamos dizer contentes:
Tudo isto que vejo é meu!
Meu este sol que me aclara,
Minha esta brisa, estes céus:
Estas praias, bosques, fontes,
Eu os conheço — são meus!
Mais os amo quando volte,
Pois do que por fora vi,
A mais querer minha terra,
E minha gente aprendi.
Gonçalves Dias - 1864
(mas podia ter sido eu a escrever....)
Sob um céu menos querido,
Entre feições estrangeiras,
Ver um rosto conhecido;
Ouvir a pátria linguagem
Do berço balbuciada,
Recordar sabidos casos
Saudosos — da terra amada!
E em tristes serões d'inverno,
Tendo a face contra o lar,
Lembrar o sol que já vimos,
E o nosso ameno luar!
Certo é grato; mais sentido
Se nos bate o coração,
Que para a pátria nos voa,
P'ra onde os nossos estão!
Depois de girar no mundo
Como barco em crespo mar,
Amiga praia nos chama
Lá no horizonte a brilhar.
E vendo os vales e os montes
E a pátria que Deus nos deu,
Possamos dizer contentes:
Tudo isto que vejo é meu!
Meu este sol que me aclara,
Minha esta brisa, estes céus:
Estas praias, bosques, fontes,
Eu os conheço — são meus!
Mais os amo quando volte,
Pois do que por fora vi,
A mais querer minha terra,
E minha gente aprendi.
Gonçalves Dias - 1864
(mas podia ter sido eu a escrever....)
25/01/08
Poema do Futuro
Conscientemente escrevo e, consciente,
medito o meu destino.
No declive do tempo os anos correm,
deslizam como a água, até que um dia
um possível leitor pega num livro
e lê,
lê displicentemente,
por mero acaso, sem saber porquê.
Lê, e sorri.
Sorri da construção do verso que destoa
no seu diferente ouvido;
sorri dos termos que o poeta usou
onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo;
e sorri, quase ri, do íntimo sentido,
do latejar antigo
daquele corpo imóvel, exhumado
da vala do poema.
Na História Natural dos sentimentos
tudo se transformou.
O amor tem outras falas,
a dor outras arestas,
a esperança outros disfarces,
a raiva outros esgares.
Estendido sobre a página, exposto e descoberto,
exemplar curioso de um mundo ultrapassado,
é tudo quanto fica,
é tudo quanto resta
de um ser que entre outros seres
vagueou sobre a Terra.
António Gedeão
medito o meu destino.
No declive do tempo os anos correm,
deslizam como a água, até que um dia
um possível leitor pega num livro
e lê,
lê displicentemente,
por mero acaso, sem saber porquê.
Lê, e sorri.
Sorri da construção do verso que destoa
no seu diferente ouvido;
sorri dos termos que o poeta usou
onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo;
e sorri, quase ri, do íntimo sentido,
do latejar antigo
daquele corpo imóvel, exhumado
da vala do poema.
Na História Natural dos sentimentos
tudo se transformou.
O amor tem outras falas,
a dor outras arestas,
a esperança outros disfarces,
a raiva outros esgares.
Estendido sobre a página, exposto e descoberto,
exemplar curioso de um mundo ultrapassado,
é tudo quanto fica,
é tudo quanto resta
de um ser que entre outros seres
vagueou sobre a Terra.
António Gedeão
22/01/08
Por Outras Palavras
Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundoe morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre
mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Mafalda Veiga, in "Cantar"
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundoe morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre
mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
e morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim
Mafalda Veiga, in "Cantar"
21/12/07
Vento no Litoral - Legião Urbana
De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...
Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...
Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei, olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.
Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras...
Sei que faço isso prá esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
Agora está tão longe vê
A linha do horizonte
Me distrai
Dos nossos planos
É que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos
Na mesma direção...
Aonde está você agora?
Além de aqui, dentro de mim...
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo...
E quando vejo o mar
Existe algo que diz:
-Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...
Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...
Ei, olha só o que eu achei:
Cavalos-marinhos.
Sei que faço isso
Pra esquecer
Eu deixo a onda
Me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...
02/11/07
Não importa que as minhas palavras se percam no tempo,
Que ninguém nunca as leia,
E que finalmente, quando tudo isso não for mais importante
E acabar,
Que minhas palavras fiquem enterradas pra sempre
no mundo do tempo sem fim....
Agora elas existem e me são reais.
Expressam o que vai no meu pensamento, coração,
E só eu as diria assim, ninguém mais...
Por isso, palavras, cá estão elas.
São pra mim, o meu refúgio, a minha fuga,
Expressão profunda de mim.
Palavras...
Que ninguém nunca as leia,
E que finalmente, quando tudo isso não for mais importante
E acabar,
Que minhas palavras fiquem enterradas pra sempre
no mundo do tempo sem fim....
Agora elas existem e me são reais.
Expressam o que vai no meu pensamento, coração,
E só eu as diria assim, ninguém mais...
Por isso, palavras, cá estão elas.
São pra mim, o meu refúgio, a minha fuga,
Expressão profunda de mim.
Palavras...
28/10/07
Frase do dia
"Que os inconformados mudem o mundo."
Rev. Tomé Fernandes
Igreja Baptista de Faro
VII Congresso Missionário - 26 a 28/10/07
Rev. Tomé Fernandes
Igreja Baptista de Faro
VII Congresso Missionário - 26 a 28/10/07
24/10/07
20/10/07
Se eu morresse......
Se eu morresse de saudade
Todos iriam saber
Pelas ruas da cidade
Todos poderiam ver
Os estilhaços da alma
Os restos do coração
Queimado, pobre coitado
Pelo fogo da paixão
Se eu morresse de saudade
Mandariam lhe prender
O povo suspeitaria
Que o culpado foi você
O seu retrato estaria estampado em cada grão
Do que em mim restaria
Feito areia pelo chão
Fantasia, fantasia, sedução
Desde o dia em que eu segurei sua mão
Se eu morresse de saudade
Nunca iria conhecer
O prazer da liberdade
O dia de lhe esquecer
Se eu morresse de saudade
Não poderia dizer
Que bom morrer de saudade
E de saudade viver
*Ouvindo Maria Bethânia - Se eu morresse de saudade....
Todos iriam saber
Pelas ruas da cidade
Todos poderiam ver
Os estilhaços da alma
Os restos do coração
Queimado, pobre coitado
Pelo fogo da paixão
Se eu morresse de saudade
Mandariam lhe prender
O povo suspeitaria
Que o culpado foi você
O seu retrato estaria estampado em cada grão
Do que em mim restaria
Feito areia pelo chão
Fantasia, fantasia, sedução
Desde o dia em que eu segurei sua mão
Se eu morresse de saudade
Nunca iria conhecer
O prazer da liberdade
O dia de lhe esquecer
Se eu morresse de saudade
Não poderia dizer
Que bom morrer de saudade
E de saudade viver
*Ouvindo Maria Bethânia - Se eu morresse de saudade....
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